Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA

24 de abr de 2016

Ressaca, por Valéria del Cueto

Arpoador 160423 031 Paredão dourado estaca onda aberta rampa pedras
Um ângulo inusitado do paredão do Arpoador. Sol caindo, sem a faixa de areia, a água molhando a pedra e dando um brilho diferente. As ondas "desenhando" no paredão.
Em algumas fotos a referência é um buraco e a dança das texturas do mar ao bater na parede. Em outras a rampa que, no momento, liga a calçada ao nada e serve de cenários para fotos dos turistas que aproveitam o espetáculo do final de tarde no canto da Praia de Ipanema.
É  maré alta e ressaca em dia de lua cheia no Rio de Janeiro, Brasil em 23 de abril de 2016
Clique para ver o ensaio fotográfico  completo de  Valéria del Cueto @no_rumo do Sem Fim…
Explore também Ressaca no Arpoador com fotos de outros Ãngulos e com uma luz de outro horário e leia Onda que leva, traz
Os vídeos do fenômeno estão no playlist Ressaca de abril do canal del Cueto
http://www.youtube.com/playlist?list=PLNVGym3VNemDZYITdMww_TAOCV2M1DfbJ
@delcueto no Flickr
No instagram @valeriadelcueto

23 de abr de 2016

Onda que leva, traz - por Valéria del Cueto

Arpoador 160421 006 Arpoador ressaca paredão palmeiras gente  onda espuma e mar lindaOnda que leva, traz

Texto e foto de Valéria del Cueto
Ensaio fotográfico Ressaca no Arpoador
Tu, só tu e ninguém mais! Apesar da multidão a beira- mar sem praia que me cerca nessa quinta-feira deadline, 21 de abril de 2016, aqui no Arpoador, Rio de Janeiro.
Preciso desenhar cada letra, compor palavra por palavra, sentir a caneta deslizando e seu leve atrito no papel. Preciso do caderninho. Da sensação do espiral incomodando a mão direita que o segura, enquanto com a esquerda escrevo empoleirada na ponta de um banco.
O mais próximo que encontrei dos borrifos aspergidos pelas ondas da ressaca monumental que castiga a costa. Incluindo o paredão sem as usuais gorduras areníticas do Arpex. Da infra usual restam encarapitado o posto de salvamento e a estrutura da guarda da rampa concretada. O resto está tomado pelas nervosas ondulações que chegam do Oceano Atlântico.
A maresia forma uma bruma que, pousada no horizonte, esmaece as imagens dramáticas da força poderosa do mar. A pedra vinha sendo cantada. A maré cada vez mais alta dos últimos dias com a chegança da lua cheia dessa noite de quinta-feira, a de escrever a crônica semanal...
Clique  AQUI para prosseguir a leitura da crônica
Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Arpoador” do Sem Fim...
** Link para o ensaio fotográfico Ressaca no Arpoador, do dia 21/04/2016

17 de abr de 2016

#imepachment votação na Câmara Federal acompanhe no Tribuna de Uruguaiana

16 de abr de 2016

Eu, muro - por Valéria del Cueto


RParAvBR 141013 054 Avenida Brasil muro BrasilEu, muro

Texto e foto de Valéria del Cueto
Hoje é véspera de qualquer coisa. Ninguém calcula  muito bem de que. Mas é a véspera.
De um amanhã incerto e não sabido. Recheado de muitas tensões e decisões.
A falsa escuridão da noite tremula iluminada por reflexos roubados das janelas vizinhas enfileiradas nos edifícios.
Embalando o pensamento, ronronados dos motores dos aparelhos de ar-condicionado ritmavam um quase mantra constatação: “aquilo nunca havia visto e, pelo visto (que preferia não visto), muito além não veria”.
Os grilos do gramado conversavam quebrando a monotonia da espera. Faz de conta que são só eles por aqui.
Era ato com hora marcada. Muita torcida e barracas para pouca arquibancada.
E um jogo. Em que, no seu desenrolar, não poderá sofrer interferência externa. Quem decide está lá dentro. Para o bem ou para o mal. O problema é a coisa e tal, o lado que pouco conta e faz muito barulho: o de fora.
Clique AQUI para continuar a leitura
Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Fábulas Fabulosas” do Sem Fim...
** a foto é do ensaio Rio-Parati-Rio da janela

7 de mar de 2016

A vez das Mulheres, por Valéria del Cueto para a Revista Rio, Samba e Carnaval


Para comemorar o Dia da Mulher, 08 de março, um pouco da história dessas desbravadoras do carnaval carioca, publicada a partir da página 80, da 45 edição da Revista Rio, Samba e Carnaval 2016, de Maurício Mattos.
RSC 2016 A vez das Mulheres capa
Clique na foto ou no título da matéria descobrir no site CarnevaleRio como as mulheres citadas no texto A VEZ DAS MULHERES influenciaram a folia. Antes de lê-lo, um desafio: descobrir o papel de cada uma delas na maravilhosa história do carnaval carioca...
Chiquinha Gonzaga
Tia Ciata
Tia Vicentina
Tias Doca, Surica e Eunice
Dona Neuma e Tia Nilda
Vilma Nascimento e Neide
Chica da Silva
Dona Ivone Lara
 Elza Soares
Rosa Magalhães e Lícia Lacerda
Carmelita Brasil
Lícia Maria Maciel Caniné, a Ruça
Raphaela Nascimento
Dagmar
Thalita Santos
Rafaela Bastos
* Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval.

5 de mar de 2016

Tremendão, o vendaval. Fábula Fabulosa de Valéria del Cueto

Arpoador 151216 014.jpg Arpoador pedras por do solTremendão, o vendaval

Texto e foto de Valéria del Cueto
Lembra daqueeeela floresta? Isso, Flotropi, o reino da anta equivocada que se esforçava para abafar o incêndio da Carboflora, ponta de lança no mundo prospectado das negociantas interflorestais? Orientada pelo bando de predadores que a cercam usava a boa e velha técnica do eu não sabia para se justificar diante do conselho florestal, composto por representantes, inclusive, dos pica-paus bate panelas na janela.
Bons tempos em que a floresta era aquela modorra de uma propinazinha aqui, um resvala-um-vai-dois inocente ali... A bicharada estava até acostumada com os delírios dos conselheiros e demais instâncias decisórias. Afinal, ali deveria estar a fina flor da natureza, representante de seus respectivos pares. Terra, água e ar. Flora, fauna e, como tudo tem seu valor no equilíbrio ecológico, os minerais.
Até que... Papagaio falou, urubu debandou e hiena engasgou de dar risada. Enquanto a giripoca piava, competindo com o berro da araponga no quesito quero meu, no poder central todos imitavam a anta, fazendo cara de paisagem, vestindo a roupa nova do camaleão que mudava de cor, aerovoando daqui pra lá, como quem diz que não sabia de nadica de nada, nem ouvia o plac-plac culinário.De repente, devagarinho, começou uma debandada. Até galinha tomou banho quente querendo virar caldo, ou ir ciscar noutro terreiro. Pediu pra sair, mas não resolveu onde entrar e, agora, passeia de lá pra cá, meio descabelada, já fora da lista dos maiorais, mas cacarejando alto, como se o seu papo não estivesse a perigo, no meio do tremendão, o vendaval arrasa quarteirão.
No más é aquilo de sempre, os piores golpes não vem de inimigos declarados, mas daqueles que dão tapinha nos costas, frequentam a curriola, fazem parte da panela e usufruem de benesses sustentadas por recursos cruelmente surrupiados de quem mais precisa deles. Qualquer semelhança com casos ocorridos fora da floresta, lá para o lado da selva de concreto, não é mera coincidência. Os métodos, os alvos e os objetivos mais abjetos são os mesmos. As vítimas da espoliação também. Aquelas que estarrecidas viram molusco fazendo ninho para só ficar o olhando o mar, seu habitat original. Enquanto esperava que João de Barro ajeitasse o cafofo, era providenciado o kit lazer,  pedalinhos para os netinhos, canoa de alumínio e estocado na beira do brejo lembranças e alguns itens de primeiríssima necessidade alcoólica para manter o status quo e a paz no matagal do jaburu martelo.
Uma loucura! Tudo poderia ser esquecido se não fosse a tentativa de quebrar as asas do representante-mór do conselhão, levantando a lebre de algumas reservas e fundos ambientais não declarados e, aparentemente, desviados do transporte de combustíveis da Carboflora. Quando pensamos que a maré está ficando mais tranquila, voltamos a ela...
Explode a zika e a chicungunha, armas inicialmente utilizada pelos até então somente dengosos e heroicos aedes egypti. Kamikazes e indomáveis, eles começaram o processo de redução cerebral da espécie humana, responsável pela disseminação das práticas de corrupção e outros processos espoliatórios que hoje contaminam o ecossistema em todos os níveis planetários. As últimas informações é que outras espécies, como os pernilongos, começam a se preparar para entrar na dança e espalhar vírus durante seus já torturantes rasantes noturnos, aqueles dos quais ouvimos os zunidos antes de cairmos nos braços de Morfeu.
Ah, pobre Morfeu! São seus braços que tem feito uma falta enorme para o ex-conselheiro principal que deu com a língua nos dentes e cantou os podres da pobre Flotropi. Afinal, como dormir com um barulho desses? O que está sendo feito pela bicharada imolada na fogueira das vaidades turbinada por quantias inimagináveis, vinda de tenebrosas fontes de recursos ilegais dos mananciais da natureza?
A volta virá, diz o hit preferido dos ouvintes da rádio selva, os que não estão achando tranquilo, nem favorável, o ambiente poluído e sufocante das queimadas irresponsáveis e da crescente poluição das cabeceiras que abastecem e alimentam a vida na Flotropi. Estão matando o ambiente. Assim, nem galinha dos ovos de ouro vai mais ter onde ciscar...
Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Fábulas Fabulosas” do Sem Fim...
E3- ILUSTRADO - SABADO 05-03-2016
Edição Enock Cavalcanti
Diagramação (especial) de Nei Ferraz Melo

18 de fev de 2016

Mangueira, carnaval 2016, ensaio fotográfico de Valeria del Cueto

Ensaio fotográfico da verde e rosa no Desfile das Escolas da Samba do Grupo Especial, segunda, 08 de fevereiro de 2016, com o enredo "Maria Bethânia, a menina dos olhos de Oyá", do carnavalesco Leandro Vieira.
Mangueira carnaval 2016, desfile segunda-feira
ensaio fotográfico  é de Valéria del Cueto
Agradecimentos à Riotur e Liesa

Clique AQUI para acessar a coleção completa das fotos.
Mangueira 160208 307 CF tripé saia
Está gostando? Curta a página no Facebook
O grupo Gres Estação Primeira de Mangueira, no FLICKR é o acesso para a coleção de registros da verde e rosa da fotógrafa

13 de fev de 2016

TV Brasil transmite o desfile das campeãs do Rio - A menina é dos olhos de Oyá. O campeonato, verde e rosa!

Mangueira 160208 800 bateria Mestre Rodrigo Explosão Rainha Evelyn Bastos último módulo julgamento

Raios de Iansã clareiam os caminhos da Mangueira em 2016. No centenário do samba é a campeã da Sapucai,  solo sagrado do carnaval
 para ler o texto e ver as fotos de Valéria del Cueto

A TV Brasil transmitirá o Desfile das Campeãs
Ordem dos desfiles: Imperatriz, Beija-Flor, Salgueiro, Portela, Unidos da Tijuca, Mangueira.
*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “É carnaval”, do SEM   FIM…  delcueto.wordpress.com
E1- ILUSTRADO - SABADO 13-02-2016
Edição Enock Cavalcanti
Diagramação Nei Ferraz Melo

7 de fev de 2016

No solo sagrado 100 anos de samba, por Valeria del Cueto

A volta de Luisa Brunet na Lavagem da Sapucaí. Sempre rainha.
Em terra de bamba, escolas clamam às forças celestiais no centenário do samba na disputa do título de mais um carnaval carioca.
Texto e fotos de Valéria del Cueto
Se o Rio de Janeiro é a Meca do turismo no período de carnaval, o Desfile das Escolas de Samba, na Sapucaí, é a sua Caaba. Local de peregrinação necessária e indispensável na vida de sambistas e foliões apaixonados onde se reúnem, numa festa pagã e profana, adeptos de praticamente todas as correntes celestiais. O Sambódromo Darci Ribeiro é um espaço de exaltação e elevação, acredite!
Na Lavagem da Sapucaí com arruda, incenso, atabaques, cantoria e muito axé, após uma cerimônia ecumênica, a imagem de São Sebastião, padroeiro do Rio, abriu o cortejo embalado por sambas de enredo tradicionais.
Um novo tempero foi acrescentado à festa esse ano. A bateria da lavagem ganhou sua rainha. Mais uma você dirá... Não. Ela! Luísa Brunet novamente atravessou gloriosa a passarela, aplaudida pelas arquibancadas.  No fim do desfile a presença no Bonde da Alegria da professora Lígia Santos, neta de Donga, autor do samba “Pelo Telefone”, com o jornalista Mauro Almeida, homenageava os 100 anos do samba comemorados em 2016.
Alguma dúvida das boas e celestiais intenções da maior festa popular do planeta esse ano? Elas acabam já na entrada da escola que desde 2007 está fora do Grupo Especial, mas por ser a primeira, é essencial nesse desfile. 
Continua no link http://www.carnevalerio.com/?p=1824

31 de jan de 2016

Frear, por Gabriel Novis Neves

Frear 
Estou pensando seriamente em frear um pouco as minhas atividades diárias, iniciando pelo ato de escrever. 
Um período de reflexão eu creio que seria útil para repensar sobre as misérias do nosso dia a dia. 
A política está cada vez pior com a deterioração das suas principais instituições. 
É tanta injustiça e desigualdade social, que a nossa população vive em estado permanente de perplexidade. 
A falta de pudor dos nossos governantes com a coisa pública está retirando da nossa gente a ilusão de dias melhores, assim como a autoestima e autoconfiança. 
As castas ainda existem em pleno século XXI em um país dito democrático e socialista. 
A insatisfação e a ausência de perspectivas estão afastando os jovens  dos estudos, fazendo-os procurar meios não éticos  para sobreviverem. 
Não é por acaso que o Brasil possui o maior contingente de população carcerária do mundo! O pior é que os nossos agentes públicos se orgulham de possuir uma polícia eficiente para conseguir esse recorde. 
O correto seria comemorar o esvaziamento dessas universidades do crime através de um grande esforço na área educacional, o melhor antídoto para a barbárie. 
Triste é notar que esses depósitos de gente são compostos, em sua maioria, por negros e pobres. 
Sendo o país da corrupção, nada mais estranho que esses dados para demonstrar que também somos o país da falta de oportunidades e da injustiça social. 
Escrever sobre esses assuntos que são notícias só mesmo para profissionais. 
Espero que, afastado por algum tempo, consiga fazer outra leitura da nossa sociedade e retornar oxigenado ao saudável e prazeroso hábito de socializar minhas preocupações com relação, especialmente, à ética, à educação, à saúde, às inovações tecnológicas, ao respeito às crianças e aos idosos. 
Vou tentar essas férias após a publicação diária de mais de dois mil artigos. 
Espero encontrar mais ética e menos demagogia por parte dos nossos governantes no trato das nossas necessidades básicas após esse período de descanso. 
Aos que me honraram com suas leituras, meu muito obrigado e até breve.