Mostre-me um exemplo TRIBUNA DE URUGUAIANA

25/11/2014

A poeira baixou, por Gabriel Novis Neves

Nada como o tempo! Só ele nos dá condições de melhor avaliar o passado.
No caso das últimas eleições aconteceu um festival de contradições.
O povo saiu às ruas no ano passado pedindo mudanças no jeito de governar este país, pois, corrupção não é método de governo.
Foi oferecido à população o instrumento para realizar o seu desejo, o voto.
O que verificamos é que nada mudou nestas últimas eleições, em todos os níveis dos cargos disputados.
Interessante é que todos os candidatos do governo e da oposição tinham como proposta central as mudanças políticas necessárias a esta nação.
A impressão que se tinha é que existia apenas um partido, o tão sonhado por muitos de “um Partido Único”.
As fisionomias dos candidatos são nossas velhas conhecidas, prenúncio que os vícios que nos abatem continuarão; tudo em nome da “governabilidade”.
Nunca na história deste país houve uma disputa tão acirrada para o cobiçado cargo de primeiro mandatário.
Figuras detestáveis pela população povoaram os dois cenários.
Resultado: mais de trinta milhões de eleitores simplesmente deixaram de comparecer às urnas. Outros tantos votaram em branco ou anularam o seu voto.
Existe muito a se aprender com esses resultados que dividiram o país. As alianças partidárias amparadas em trinta e nove ministérios merece atenção dos estudiosos.
Nada de conclusões emocionais e afoitas sobre o acontecido, mas, que existe uma nuvem de preocupações no ar, isso existe.
Temos de governar com mais seriedade para os miseráveis, pobres e trabalhadores desta nação.
Sentimos inveja dos agentes públicos de países que foram destruídos pela guerra como o Japão, Coréia do Sul, China e Alemanha e, hoje, são grandes potências econômicas, sociais e morais.
Eles acreditaram e investiram na educação do seu povo para essa transformação de verdade, enquanto que nós refutamos e não aceitamos que essa é a única estrada da mudança diuturnamente lembrada nas ruas.
Oportunidade de ascensão social a todos, restaurando a confiança e dignidade entre governantes e povo.

Gatão de Meia Idade - frases que adoramos ouvir da filha


24/11/2014

Juventude de Hong Kong, de Gabriel Novis Neves

Há muito não se via no mundo asiático uma manifestação tão grande de jovens clamando por democracia. 
Protestam contra a não possibilidade de eleger seus próprios representantes. Estes são determinados pela China, país do qual há pouco tempo se libertaram, parcialmente. 
Aliás, eles nunca conheceram a democracia, já que, anteriormente  à China, eram colonizados pela Inglaterra. 
É um povo extremamente organizado. Possui uma tecnologia moderna de comunicação e, através de seus celulares, tem se mostrado obstinado na conquista de seus objetivos, até então pacíficos. 
A bela cidade de Hong Kong, muito semelhante em beleza ao Rio de Janeiro, tem mantido há mais de uma semana suas praças lotadas por jovens que, empunhando guarda-chuvas pretendem mudar o destino político de seus habitantes. 
Os guarda-chuvas, além de proteção contra as intempéries, é uma metáfora em relação aos escudos policiais. Por essa razão, o movimento já está sendo chamado de “revolução dos guarda-chuvas”. 
O que se espera é que nessa grande mobilização pacífica da juventude não ocorra as lastimáveis cenas de truculência policial vistas há alguns anos na Praça Celestial de Pequim, por motivos semelhantes. 
Apesar do aumento da violência mundial resta-nos torcer para que dessa vez a razão vença a barbárie. 
Focos de guerra se espalham por todo o planeta colocando em risco o destino de uma humanidade atônita que, em sua maioria,  apenas deseja paz. 

23/11/2014

Gatão de Meia Idade - antigamente...


Pluct, Plact, catch and go - por Valéria del Cueto

"Decência e moralidade asfixiadas: Overdose de ladroagem explícita sem medida virou mal feito na linguagem esdrúxula de quem devia cuidar do galinheiro"
Copa 141119 013 arco-iris praia mangueira areia vertical
Texto e foto de Valéria del Cueto. 
Pluct, Plact, o ser de outra galáxia, anda muito preocupado. Até mesmo sem saber o que fazer para provar para a cronista ensandecida ainda guardadinha do outro lado do túnel que, sim, está de posse e dominando todos os seus incríveis poderes! Todos, menos o que lhe permite sair de vez do hospício Terra, já que segue sem força propulsora para dar um tóin em direção ao espaço sideral, deixando para trás a atmosfera gravitacional abafada, ressecada e desconexa que o aprisiona.
*O ensaio fotográfico completo está acoplado a vagabinha "Iris do arco-mangueira"
**Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “Fábulas fabulosas”, do SEM   FIM... delcueto.wordpress.com
ILUSTRADO TER A A S BADO     NOVEMBRO  2009

Gatão de Meia Idade - antigamente...

22/11/2014

Manoel de Barros, por Gabriel Novis Neves

 
Após bem cumprir o seu ciclo vital na Terra, viajou para outros planos o poeta cuiabano Manoel de Barros. 
Sua obra foi destaque na grande mídia durante dias, e o momento é para refletirmos sobre o nosso papel aqui no planeta. 
No mundo capitalista e consumista, onde o importante é o ter, e não o ser, os versos do poeta pantaneiro nos despertam para o valor das “insignificâncias” do mundo e das nossas. 
Demonstrou na literatura como é vital valorizar as “insignificâncias” que temos e não percebemos - principalmente as belezas e riquezas naturais. 
As pedras do riacho, as borboletas, os insetos, o silêncio, o meio-ambiente, a vida animal. 
Fez opção pela vida no campo, embora fosse possuidor de formação universitária no Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade de Direito e morou por alguns anos. 
Também conhecia o mundo, tendo feito várias viagens internacionais, como para a cidade de Nova York nos Estados Unidos da América do Norte. 
Decidiu aos treze anos o que gostaria de ser quando crescesse. E escreveu em carta ao seu pai: - um fazedor de frases.
Nascia nesse momento o poeta das “coisas insignificantes” que encantou o mundo com a sua simplicidade. 
A tecnologia não o escravizou, escrevia os seus versos a lápis com borracha ao lado em pequenos cadernos escolares. 
Brincava dizendo que sua inspiração vinha da ponta do lápis. Disciplinado, sempre acreditou no esforço para agrupar palavras que terminavam em versos. 
Talvez tenha sido o último poeta que “só usou a palavra para compor seus silêncios”. 
Suas lições são legados de um sábio que, sabendo da sua importância, nunca abandonou a “vadiagem inspiradora do seu pantanal”.

Gatão de Meia Idade - antigamente...

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21/11/2014

Amarras, por Gabriel Novis Neves


Aprendemos em psicologia que temos amarras emocionais que nos causam sofrimentos e que essas são muito difíceis de serem desfeitas, mas não impossível. 
Elas estão guardadas dentro de nós. No entendimento de Eduardo Galeano, “em silêncio parecido com estupidez”. 
Voltaire diz que é difícil libertar os tolos das amarras que eles veneram. 
Não creio que conscientemente alguém deseje ficar submisso a certos condicionamentos arcaicos que a sociedade nos obriga a absorver. Somos tão limitados em nossos quereres! 
O caminho para quem tem noção dessa patologia é procurar apoio de psiquiatras, analistas, psicólogos. 
Amigos e religiões apenas corroboram essas amarras. Eles não têm o poder de nos ajudar a anular os efeitos nocivos daqueles condicionamentos. 
Essas forças poderosas e resistentes estão soldadas nos pilares da nossa formação cultural e educacional. 
Rompê-las é como implodir um edifício de muitos andares em região nobre de uma cidade. 
Viver com elas é insuportável! As amarras emocionais só poderão ser desfeitas através da nossa participação ativa. 
O primeiro passo, com certeza, é perceber e reconhecer a origem do nosso desequilíbrio interior. A seguir, a aceitação da descoberta, fato determinante para que possamos iniciar a transformação daqueles sentimentos que estão desalinhados.
Mergulhar dentro de nós sem condescendência, mas, ao mesmo tempo, sem pressa, para que a nossa metamorfose seja progressiva, sem traumas. 
“Se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses, não haverá borboletas”, palavras do saudoso Rubem Alves. 
É essencial para o nosso bem-estar definitivo reformular certas crenças, desatar as amarras que represam as nossas energias emocionais que, depois de liberadas, devem ser transformadas. 
Enfim, devemos nos amar de verdade. 
Sem o restabelecimento deste sentimento só nos resta a escuridão do sofrimento e da incompreensão.